Centro de Pesquisa em Ciências Biomédicas da FMRP - USP / Biselli Katchborian Arquitetos

15/04/2026 | Notícia | ArchDaily

Descrição enviada pela equipe de projeto. Desenvolvido para a Universidade de São Paulo, o Centro de Pesquisa em Ciências Biomédicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto nasce da revisão de um anteprojeto existente, que não respondia às demandas da pesquisa científica. A partir de um novo estudo de viabilidade, elaborado em diálogo direto com os usuários, o escritório Biselli Katchborian estruturou um programa voltado a laboratórios, áreas de estudo, espaços de apoio e um biotério com exigências específicas de operação e controle.

A concepção parte de uma leitura do campus, implantado sobre o território de uma antiga fazenda, e toma como referência os claustros religiosos, reinterpretados como pátios de convivência. O edifício se organiza em três lâminas principais, dispostas sobre platôs que acompanham a topografia existente e reduzem a movimentação de terra. Entre os volumes, os pátios estruturam a circulação e qualificam o uso cotidiano, abrindo espaços de permanência ao longo do percurso.

O eixo central, configurado como um espaço longitudinal coberto sob pilotis, funciona como elemento articulador do conjunto. Circulações e áreas de permanência se distribuem ao longo desse percurso, conectando os diferentes setores. A organização espacial se baseia em uma malha modular que permite adaptações ao longo do tempo, ao mesmo tempo em que estabelece circulações independentes para garantir a separação de fluxos técnicos, acadêmicos e operacionais.

A materialidade é definida pelo uso de concreto e alumínio, com destaque para os brises metálicos que envolvem as fachadas. Além de conferir unidade ao conjunto, esses elementos controlam a incidência de luz natural, respondendo às condições climáticas de Ribeirão Preto. A solução contribui para o desempenho ambiental do edifício e define sua expressão arquitetônica.

As exigências técnicas do programa demandaram soluções específicas de infraestrutura. O projeto incorpora redundância nos sistemas de energia, gases e climatização, garantindo continuidade de funcionamento em caso de falha. Para viabilizar manutenção sem interrupções, foram adotados pisos elevados e forros modulares, que permitem acesso às instalações de forma contínua.

Nas áreas não laboratoriais, estratégias passivas complementam o desempenho do edifício, como a ventilação cruzada e a relação direta com os pátios. O paisagismo se integra a esses espaços, criando transições entre áreas abertas, cobertas e fechadas, em um sistema que articula arquitetura e ambiente.

Desenvolvido a partir de 2011 e atualizado ao longo dos anos, o projeto incorporou contribuições de diferentes grupos de pesquisadores, ampliando o programa inicial. O edifício passa a operar como uma rede de circulações que combina autonomia e integração, refletindo a dinâmica da produção científica.

 

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