08/07/2026 | Notícia | ArchDaily

Descrição enviada pela equipe de projeto. Este projeto começou com a compra de uma charmosa casa da década de 40, no Jardim Luzitânia um sonho antigo da família. A cliente me procurou com o desejo de preservar a alma da casa, valorizando seu espírito original e trazendo de volta a atmosfera de um lar antigo, cheio de vida, onde ela, o marido, os filhos gêmeos e a cachorra Amora pudessem viver com conforto. Logo no início, removemos uma parede estrutural que dividia a sala, ampliando o espaço e criando uma conexão mais natural entre a sala, a escada e a cozinha. Essa abertura transformou completamente a área social, trazendo fluidez e luminosidade.


O piso original de tacos precisou ser retirado durante a obra, mas foi reinstalado com uma nova paginação, preservando sua história com um desenho renovado. Na cozinha, buscamos ao máximo resgatar a sensação de "cozinha de casa", um espaço acolhedor e vivo. O piso em ladrilho hidráulico xadrez, em cinza e branco, dialoga com a marcenaria ripada em Tauari. Nas paredes, combinamos um frontão de ladrilho branco com a alvenaria rústica exposta, revelada durante a obra um detalhe que traz textura. Em frente à cozinha está a sala de jantar, integrada ao ambiente. Os lustres de vidro antigos, garimpados pelos clientes no mercado das pulgas de Paris, adicionam história. A mesa de madeira assinada por Paulo Alves é acompanhada por três modelos diferentes de cadeiras, criando uma composição rica e afetiva. Ao fundo, uma porta de muxarabi branca esconde a despensa com leveza.

Sob a escada, posicionamos o lavabo revestido com papel de parede de motivos botânicos, trazendo charme e surpresa ao espaço. Nos fundos da casa, na edícula, criamos três ambientes: a sala dos meninos, a suíte de hóspedes e a lavanderia todos seguindo a mesma linguagem afetiva e original da casa principal. Entre as duas construções, um jardim com lavanda, uma jabuticabeira e um chuveirão revestido com azulejos de estética antiga cria um respiro verde.


No andar superior, está a suíte do casal, com banheiro revestido inteiramente em ladrilho hidráulico nude, abrigando chuveiro e banheira. O banheiro dos meninos combina ladrilho hidráulico verde com cimento queimado azul na parte superior, trazendo cor, brincadeira e personalidade. Na frente da casa fica o quarto dos gêmeos, que se abre para o terraço frontal um espaço ensolarado e cheio de memória.


Toda a reforma foi conduzida com muito cuidado para respeitar a história da construção, seus materiais, proporções e espírito original. A casa, branca com todos os caixilhos em verde, ganhou o nome carinhoso de Casa Verde, celebrando sua identidade, sua família e seu novo capítulo.

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