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26/08/2019 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço - Edição 53

A região Norte do Brasil apresenta nítidas especificidades no seu processo de ocupação e desenvolvimento econômico, influenciadas por sua localização geográfica, sua dimensão, seu clima, cultura e a incomparável força e riquezas da floresta e dos rios que dominam seu território. Em paralelo, há também grandes polos urbanos nas capitais dos estados. Todos esses aspectos se refletem nas condições que marcam o desenvolvimento da construção em aço na região. Os avanços são evidentes e o potencial para crescimento é muito grande! Para reforçar este amplo panorama de bons projetos executados em aço no Norte do país, confira mais alguns exemplos significativos, com casos já publicados em edições anteriores de Arquitetura & Aço.

 

Shopping Ponta Negra, AM

O aço foi um importante aliado na construção do Shopping Ponta Negra, em Manaus (AM). Para a execução da obra, em uma área de expansão urbana com vista para o Rio Negro, o escritório André Sá e Francisco Mota Arquitetos optou pela adoção de uma estrutura mista composta por pilares pré-moldados em concreto e inserts metálicos, além de vigas de aço e lajes do tipo steel deck. Ao todo, 3.850 toneladas de aço foram usadas na construção. A opção por elementos pré-fabricados e, em especial, pelo aço, colaborou para a redução do peso estrutural da obra, viabilizando equipamentos de montagem de menor porte no canteiro. "Tivemos uma redução significativa de seções de pilares e de fundações decorrente do uso de vigas metálicas e formas em steel deck", explicam os arquitetos.

Sobre a obra:

Projeto arquitetônico: André Sá e Francisco Mota Arquitetos
Área construída: 91.292 m²
Conclusão da obra: 2013

 

Arena da Amazônia, AM

Lembrando o formato de um grande cesto indígena, a Arena da Amazônia, inaugurada em 2014, em Manaus, foi projetada pelo escritório alemão Von Gerkan, Marg und Partners (GMP), que concebeu também os principais estádios da Alemanha, China e África do Sul. A estrutura em aço responde pela sustentação da fachada e cobertura do estádio, que recebe uma membrana branca em politetrafluoretileno em seu exterior. São 72 módulos em X, compostos por 756 peças de aço, pesando cerca de 6,8 mil toneladas. Os módulos foram montados diretamente no canteiro, seguindo um detalhado plano logístico. Durante a montagem, foi necessário executar um criterioso cimbramento (estruturas provisórias) para sustentar os 41 m de vão livre, em balanço, da cobertura. No total, foram utilizadas 36 peças para o travamento horizontal e 32 torres de apoio com 20 m de altura para o travamento vertical.

Sobre a obra:

Projeto arquitetônico: GMP Architekten; Grupo Stadia (desenvolvimento)
Área construída: 170 mil m²
Conclusão da obra: 2014

 

Docas de Belém, PA

A recuperação e transformação dos antigos galpões portuários de Belém (PA) deu origem a um importante complexo turístico e cultural, a Estação das Docas, idealizada pelos arquitetos Paulo Chaves Fernandes e Rosário Lima. Com a intervenção, três armazéns do início do século XX, construídos originalmente em estrutura metálica inglesa, bem como um terminal de passageiros, também metálico, foram completamente revitalizados em aço, recebendo novos elementos como mezaninos, túneis, escadas e marquises.

Para valorizar o entorno e permitir que os visitantes pudessem contemplar as águas do grande rio, panos de vidro substituíram as telhas metálicas nas fachadas. Túneis também ganharam transparência ao receberem coberturas em policarbonato e vidro. Desde então, no lugar dos três armazéns, a área da Estação das Docas passou a contar com um espaço de artes, que ganhou um museu, lojas e serviços em geral; uma área voltada à gastronomia, com cinco restaurantes e um espaço cultural, com auditórios, teatros e local para abrigar feiras e exposições. A revitalização também conferiu cara nova ao terminal de passageiros, que hoje recebe milhares de turistas interessados em conhecer a região.

Sobre a obra:

Projeto arquitetônico: Paulo Chaves Fernandes e Rosário Lima
Área construída: 9.000 m²
Conclusão da obra: 2000

 

Proinfância, RR, AM, PA e AP

Para enfrentar a crônica falta de creches e escolas públicas para educação infantil, o FNDE investiu em unidades construídas no sistema light steel framing na região Norte, visando a celeridade e economia na execução. Foram contratadas 150 unidades padronizadas com cerca de 1.200 m² cada, implantadas em municípios de Roraima, Amazonas, Pará e Amapá.

Neste sistema, perfis leves de aço galvanizados compõem a estrutura, recebendo fechamento em placas cimentícias pintadas ou revestidas com pastilhas cerâmicas. As divisões internas são em drywall e a cobertura é feita com telhas em aço apoiadas sobre os perfis metálicos. “Estruturalmente, é um projeto bastante simples. As construções são térreas e com vãos pequenos”, diz o engenheiro Frederico Chiattone Alves, da Kofar, empresa que forneceu as estruturas em aço. Para assegurar a mão de obra especializada para a montagem dos painéis modulares, o consórcio responsável pela obra capacitou profissionais locais, gerando trabalho e renda na região – apenas na cidade de Manaus (AM), foram criados 150 empregos diretos e indiretos.

Sobre a obra:

Projeto arquitetônico: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
Área construída: 1.211,82 m²
Conclusão da obra: 2016

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