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Contrução em aço ajuda na renovação da Cidade de Deus

15/10/2020 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço

Próxima parada: sede administrativa do Banco Bradesco, na região de Osasco, em São Paulo.

O sistema construtivo em aço ajudou a dar uma nova cara para a ‘Cidade de Deus’, nome do local da matriz da instituição financeira, inaugurada em 1957. Agora, a DMDV Arquitetos projetou quatro módulos de alimentação e serviços voltados para cerca de 12 mil funcionários do banco. E a construção em aço atendeu as diferentes condições de implementação do projeto.

“A utilização da estrutura em aço foi extremamente adequada para essa situação, já que foram propostos quatro módulos em terrenos com condições topográficas distintas”, conta André Dias Dantas, responsável pelo projeto. “A primeira análise realizada buscou identificar possíveis áreas para a implantação desses espaços, que deveriam ser modulares e flexíveis”.

Um ponto de atenção colocado pelo banco, de acordo com o arquiteto do escritório DMDV, foi a alta demanda por vagas de estacionamento na Cidade de Deus. Optou-se, portanto, pela implantação nas áreas remanescentes, entre os bolsões de estacionamento, de modo a não reduzir o número de vagas para veículos e com o objetivo de preservar ao máximo a massa arbórea existente.

André conta também que os conceitos principais que nortearam o projeto foram o aproveitamento da topografia existente e a manutenção da vegetação presente no local. “O aço nos permitiu atingir esses objetivos”, avalia. “Os módulos configuram-se como grandes pavilhões em aço, elevados do solo, com áreas de circulação avarandadas por todo o seu perímetro”.

As áreas de apoio como cozinhas, depósitos e sanitários são opacas, fechadas com chapas de aço perfuradas que configuram um desenho de silhuetas das árvores, mimetizando a sombra da vegetação de grande porte existente. “As demais áreas ora recebem fechamento em vidro, ora são abertas, integrando-se visualmente com as áreas verdes do entorno”, explica o arquiteto do DMDV. “Sua cobertura é composta por uma camada vegetal, integrando-se ainda mais ao sítio, contribuindo para o conforto térmico e minimizando problemas de calhas e captações de águas pluviais”.

É essencial destacar que todas as estruturas do projeto, vigas e pilares, são em aço, além dos fechamentos metálicos em chapa perfurada das áreas opacas.

De acordo com André Dias Dantas, a estrutura em aço possibilitou a implantação das edificações sem a necessidade de movimentação de terra. “A versatilidade da estrutura em aço também permitiu a manutenção da vegetação existente, através da criação de rasgos e aberturas”, destaca. “A racionalização da construção com espaços modulares e flexíveis, que seriam locados por terceiros, também foi uma grande vantagem. Além do ganho de velocidade de obra e uma redução significativa de resíduos”.

Sim. O uso do aço garantiu ganhos em termos de sustentabilidade também. “Inclusive o projeto foi premiado no 7º Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura Habitat Sustentável”, afirma o arquiteto. “O projeto se insere de maneira respeitosa no terreno e ressalta o conceito da interação das pessoas com a natureza. A relação dos edifícios com a vegetação existente, presente em seu interior, traz ao usuário uma nova experiência sensorial”.

Mais que isso, segundo ele: “A cobertura vegetal dos módulos faz com que essas novas construções praticamente desapareçam quando vistas de cima, entre as copas das árvores, além de trazer uma boa eficiência térmica aos ambientes propostos”.

Além de todos os benefícios já citados nesta reportagem, André também destacou a liberdade que o sistema oferece para o arquiteto. “Sempre entendemos que o aço nos dá uma grande liberdade de criação”, analisa. “A possibilidade de vencer grandes vãos com estruturas mais esbeltas ou mesmo a viabilização de grandes balanços são sempre soluções buscadas pelos arquitetos. O sistema construtivo em aço nos permite encarar esses desafios”.

André Dias Dantas diz ainda que é importante ter know-how para atingir o sucesso utilizando o aço. “Em primeiro lugar, é fundamental um bom projeto”, ressalta. “E para que isso aconteça é muito importante que haja uma sinergia entre o arquiteto e o engenheiro civil, responsável pelo projeto estrutural. As discussões de soluções e possibilidades definidas na etapa de projeto são essenciais para se chegar a boa solução final. Em segundo lugar é preciso procurar uma mão de obra qualificada e uma empresa de engenharia que tenha um domínio nesse tipo de solução para a construção”.

Ficha Técnica

Projeto Arquitetônico: DMDV
Local: Cidade de Deus, Osasco, Brasil
Área Construída:

  • Módulo 01: 622,00m²
  • Módulo 02: 815,00m²
  • Módulo 03: 1.030,00m²
  • Módulo 04: 1.150,00m²

Material Predominante: Aço
Projeto Estrutural: LHG
Estrutura em Aço: Portwer Estruturas Metálicas
Ano da Obra: 2018

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