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Alunos optam pela construção em aço para projeto de nova rodoviária

08/07/2020 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço
Alunos optam pela construção em aço para projeto de nova rodoviária

Foto: PUC-RS

“O aço é sustentável e muito utilizado em outros países por possuir características importantes para este tipo de obra pública, além de ter uma estética arrojada.”
Marcelo Martel, professor e coordenador do Curso de Arquitetura e Design da PUC-RS.

Os estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Escola Politécnica da PUC do Rio Grande do Sul têm um grande desafio: elaborar projetos para reutilizar e revigorar a Estação Rodoviária de São Leopoldo, que deverá ser desativada em breve. Ela fica no centro da cidade, rodeada por prédios, casas e locais históricos.

“Aproveitamos essa situação para trabalhar a rodoviária como mote da nossa disciplina”, explica Marcelo Martel, professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo e Coordenador do Curso de Design da PUCRS. “Utilizamos diferentes temas e, em cada um deles, estudamos as prioridades do cliente e damos sempre preferência aos projetos que tenham grandes vãos para se utilizar estruturas em aço”.

O professor Marcelo descreveu as condicionantes para o projeto dos alunos: terreno linear na beira do Rio dos Sinos, no local de nascimento da cidade de São Leopoldo, no centro histórico, acessado por uma complexa malha viária. No terreno existe um prédio histórico, inventariado para tombamento (originalmente mercado público -1959-60) e desde 1961 transformado em rodoviária. “Os alunos devem se distanciar e prever nos seus projetos que o prédio antigo retorne a ser um mercado municipal só que agora destinado a produtos orgânicos de pequenos agricultores da região”, disse. Os participantes devem seguir um programa de necessidades de área próxima a 1.269 m2, com apenas um restaurante, uma lanchonete, uma cafeteria e seis lojas de conveniência, além das instalações usuais para uma rodoviária e sua infraestrutura. O objetivo, portanto, é elaborar projetos alternativos ao original, com a discussão sobre formas de melhorar o centro urbano da cidade e promover o diálogo com a comunidade e os seus representantes. Os alunos devem desenvolver seus projetos obrigatoriamente com uso de materiais industrializados e estruturas em aço, imbatíveis quando o assunto é o tempo de execução da obra, controle de qualidade final e manutenção.

“O aço é sustentável e muito utilizado em outros países por possuir características importantes para este tipo de obra pública, além de ter uma estética arrojada”, garante o professor. “Projetos de grandes obras, pavilhões expositivos e industriais, ou que necessitam de grandes vãos, geralmente são feitos com aço”.

O melhor trabalho dos alunos poderá ser usado pela cidade gaúcha. De todas as formas, os projetos serão alternativas às exigências feitas pela prefeitura para a reutilização da rodoviária. Foi feito um edital público para interessados em participar da concorrência, mas ninguém se manifestou. ‘‘Por isso, o trabalho dos alunos será bem-vindo e irá oferecer alternativas que podem, eventualmente, incorporar algumas ideias dos trabalhos didáticos’’, diz o professor Marcelo.

O aço como prioridade

Para o professor Marcelo Martel, o aço é sempre utilizado em projetos que tenham grandes vãos como característica. “Já fizemos terminais rodoviários, terminais de aeroportos, terminais hidroviários, o aeroporto da Serra Gaúcha e outros exercícios sempre com temas que envolvam grandes vãos e que seja quase compulsório o uso do aço”, afirma.

Marcelo Martel conta que os alunos que cursam a sua disciplina são muito exigidos no detalhamento metálico e, por isso, muitos concluem o curso apresentando projetos que utilizam estruturas metálicas e a incorporação do aço. “A utilização do aço na arquitetura é recente: ocorreu a partir do funcionamento da siderúrgica nacional, que difundiu o uso do aço no Brasil”, conta o professor. “O aço ganhou popularidade por permitir construções rápidas. Mais tempo de projeto e menos tempo de execução e precisão; ou seja: com o aço não há tantos problemas de execução para que a obra seja bem executada”.

Sobre a Estação Rodoviária

A Estação Rodoviária de São Leopoldo ainda está atendendo empresas com linhas de ônibus intermunicipais e interestaduais, que prestam serviços para as mais diversas localidades. Fica no coração da cidade, rodeada por prédios, casas e locais históricos, como a Praça do Imigrante, o monumento em homenagem à imigração alemã, a Ponte 25 de Julho, a primeira do Rio dos Sinos, construída em 1871 – 1876, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, a Câmara Municipal de Vereadores de São Leopoldo, entre outros. O local também conta com um posto da Brigada Militar que, no momento, está desativado.

Veja a matéria na íntegra na nova edição da revista Arquitetura & Aço.

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