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22/08/2019 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço - Edição 53

Marco histórico de Manaus, a Ponte Benjamin Constant teve suas estruturas renovadas para atender às exigências atuais e seguir servindo a cidade

Última restauração trouxe melhorias estruturais, nova iluminação e passarelas renovadas

Símbolo de inovação tecnológica e de uma “europeização” muito valorizada àquela época, a Ponte Benjamin Constant representa bem a transformação urbanística e arquitetônica que Manaus experimentava no final do século XIX. Sua construção começou em 1892 e terminou em 1895, período áureo da borracha no Amazonas e que levou Manaus a ser um importante centro comercial exportador e importador no país.

Acompanhando o espírito da época, Manaus assim como outras cidades brasileiras passou por um processo de transformação para atender às expectativas econômicas e sociais de uma sociedade que emergia e se sofisticava. Foi nesse período que o governo de Eduardo Ribeiro optou pela construção da ponte, que liga o centro da cidade ao bairro da Cachoeirinha, viabilizando a chegada da linha de bonde até lá.

Construída em aço e ferro sob a supervisão do engenheiro inglês Frank Hirst Hebblethwaite, a Ponte Metálica como passou a ser conhecida se destaca por seu desenho elegante, assemelhado ao padrão de uma ponte pênsil. “Vivia-se a Revolução Industrial e o uso de metais nas grandes obras era uma tendência mundial”, explica a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas, Karla Bitar.

A construção de influência inglesa e concepção bastante arrojada para a época, com a presença de grandes vãos, foi executada com peças metálicas importadas, o que se mostrou um desafio e tanto, dadas as condições e recursos então existentes. Isso porque além de uma superestrutura metálica com comprimento total de 161 m e largura de 10,5 m, a Ponte conta ainda com dois vãos de 20 m, dois vãos de 30 m e um vão central de 60 m, além de duas passarelas laterais.

O sistema estrutural em treliça com infra e mesoestrutura composta de encontros, pilares e fundações reforçam a importância da ponte do ponto de vista histórico e construtivo.

Atualização constante

Inaugurada em 1895, ponte recebeu diversas intervenções de manutenção e reforma, sempre preservando suas características. Em 1988 foi reconhecida como Monumento Histórico do Estado

Por questões de segurança e também para manter intacta a histórica obra, a Ponte Benjamin Constant passou por uma série de manutenções e melhorias desde a sua construção. A primeira grande reforma aconteceu entre 1936 e 1939. Depois, três restaurações foram executadas na década de 1960 e em 1975 e 1987.

Mas foi somente em 1988 que a Ponte Benjamin Constant foi tombada e passou a ser reconhecida como Monumento Histórico do Estado. Em 2005, teve o seu tráfego limitado a veículos leves para evitar possíveis desabamentos. Dois anos depois, entretanto, o Governo do Estado deu início a uma nova restauração como parte das obras do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus.

Na última restauração, que preservou as características originais da construção centenária, uma série de intervenções foram feitas para reforçar sua estrutura e permitir que suportasse o tráfego dos veículos. As passarelas também foram substituídas. Segundo a RMG Engenharia, que participou das intervenções, foi utilizado aço ASTM A36 nas estruturas, que receberam uma nova pintura, com seis camadas de tinta, e iluminação computadorizada com 1.300 luminárias, em projeto assinado por Peter Gasper, mestre da iluminação arquitetônica. Reinaugurada em 25 de setembro de 2008, a Ponte Benjamin Constant continua exibindo uma inigualável beleza arquitetônica e se mantém como um símbolo da presença inglesa na região. (N.L.)

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