Terminal do futuro

15/06/2022 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço - Edição 61

Recém inaugurado, o novo terminal de ônibus integrado à estação Vila Sônia da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo receberá a movimentação de 600 coletivos por hora nos períodos de pico, atendendo a mais de 40 mil passageiros a cada 60 minutos. Para se ter ideia, a edificação foi construída com acesso subterrâneo exclusivo para que os ônibus não precisem parar em semáforos, oferecendo maior agilidade de chegada ao local.

O terminal está no nível da rua, sobre a estação e o estacionamento de trens, possuindo ligação direta para a estação de metrô, através de nove escadas rolantes, nove fixas e quatro elevadores. Ao todo, são 22 mil m² de área construída.

De acordo com a Equipe de Projetos do Metrô de São Paulo, que conta com 50 engenheiros e respondeu (em conjunto) as perguntas exclusivas realizadas pela Revista A&A, o sistema construtivo de aço foi essencial na obra, que resultou neste case de sucesso da arquitetura e da engenharia brasileiras. 
Quando se acessa o terminal Vila Sônia a partir da Avenida Francisco Morato, uma das mais importantes e movimentadas da região, já é possível ver um cone de vidro, cuja estrutura é composta por perfis metálicos retangulares brancos. Em seguida, há uma escada caracol para acesso à estação de metrô, que também possui uma cobertura de vidro com estrutura metálica na mesma linguagem.

Visualmente, o elemento mais marcante é a cobertura metálica de 16 módulos, que se apoia em grandes treliças metálicas que por sua vez se sustentam em pilares centrais de concreto e em paredes de concreto no limite lateral da cobertura. A largura total da estrutura de cobertura é de 41,8 m, sendo dois vãos livres de 20,9 m. Já longitudinalmente são de 211,42 m, com dois vãos nas extremidades com balanço de 14,7 m e 14 vãos intermediários de 13 m.
“Os vãos livres das estruturas metálicas são maiores do que os das estruturas de concreto armado, o que possibilita menos pilares e consequentemente maior espaço de circulação”, diz a equipe do Metrô de SP.

São 10 mil m² de telhas sanduíche termo acústicas. 
A estrutura de aço foi utilizada também na passarela que passa sobre a Avenida Eliseu de Almeida, permitindo que ela fosse montada sem interrupção do tráfego, por não necessitar de fôrmas e nem de cimbramento.

“Um dos benefícios fundamentais que a construção em aço ofereceu ao projeto deste terminal foi que a cobertura metálica não utiliza  cimbramento, como ocorre em uma estrutura de concreto. Quando o cimbramento é utilizado, a circulação de materiais é reduzida consideravelmente, bem como veículos e pessoas, enquanto o concreto não atinge a resistência necessária”, responde a equipe do Metrô, com exclusividade.

Outra vantagem: “A estrutura de aço possui comparativamente seções menores que as vigas de concreto, o que reduz a carga sobre os pilares e sobre a fundação e que possibilita peças de menor volume, gerando economia. As peças metálicas são industrializadas, garantindo maior conformidade e menor perda. Desta forma, com menor variabilidade, podem-se adotar coeficientes de segurança menores, aumentando a relação custo-benefício em comparação ao concreto armado”.

Além de também oferecer boa agilidade ao projeto construtivo, outro fator super importante para os engenheiros foram os ganhos em termos de sustentabilidade. “A utilização de aço reduz os resíduos das estruturas de madeira utilizadas nas fôrmas das estruturas de concreto. As eventuais sobras, por serem de metal, possibilitam reciclagem. Além da economia quanto à redução de resíduos, houve também economia de tempo”, afirma um dos engenheiros que participou da obra. 

“Quanto à sustentabilidade, podemos ainda citar que o lanternim de vidro tem um brise na parte superior, que proporciona, além da iluminação natural, ventilação natural. A grande altura do pé direito do Terminal de Ônibus Vila Sônia também foi pensada para permitir uma ventilação que disperse os gases emitidos pelos veículos, sem necessidade de ventiladores, proporcionando maior economia”, completa.

O Terminal de Ônibus Vila Sônia tem impacto positivo na ordenação do transporte urbano desta área da Região Metropolitana de São Paulo, uma vez que servirá de transição intermodal entre ônibus municipais e intermunicipais e o transporte rápido de massa do Metrô, desafogando o trânsito no acesso à São Paulo e nas pontes que cruzam a Marginal de Pinheiros.
 

Leia na íntegra.
Fonte: Revista Arquitetura & Aço - Edição 61

Ao navegar no site você estará concordando com a nossa política de privacidade.

Ok
Fechar modal