Ensino Infantil Colégio Santa Cruz / Andrade Morettin Arquitetos Associados

16/09/2026 | Notícia | ArchDaily

Descrição enviada pela equipe de projeto. A proximidade com o campus do colégio e a confrontação com a Marginal Pinheiros são aspectos determinantes para a estratégia de implantação da nova unidade. O acesso, previsto pela Rua Orobó, facilita a conexão com o campus, além de proporcionar um fluxo protegido do tráfego da marginal.

Com o objetivo de oferecer um espaço interno acolhedor e protegido, a escola-pátio é conformada de tal forma que a própria edificação funcione como barreira acústica para o ruído gerado na Marginal Pinheiros, ao mesmo tempo em que se abre para a face norte.

A partir da criação do Pátio Central, entendido como o principal espaço de convívio da escola, todas as salas são assentadas no pavimento térreo e distribuídas ao redor dele. Isso proporciona o encontro entre as crianças de diferentes idades e assegura uma conexão fluida entre os ambientes internos e o pátio. As salas são distribuídas de modo que cada uma também tenha acesso a um pequeno quintal contíguo, o que garante ampla oferta de iluminação natural e ventilação cruzada.

No piso superior, cujo acesso se dá pela rampa do Pátio Central, configurada como um percurso lúdico, por escadas e por elevador, estão alocados os programas de apoio: refeitório, coordenação e ateliês, todos com acesso a um conjunto de terraços cobertos e com vistas francas para o Pátio Central.

Os espaços ao ar livre, considerados elementos de fundamental importância para a conformação do ambiente escolar, são concebidos como desdobramentos dos ambientes internos, em continuidade e franca conexão com estes. Em função das características de implantação do edifício, são consideradas quatro categorias de espaços livres:

A primeira categoria se refere ao Pátio Central, principal espaço de encontro, convívio e também do livre brincar. Ele é concebido como um grande jardim de experiências sensoriais, onde as crianças podem vivenciar diversos desafios, brincadeiras, elementos, texturas e matérias diferentes.
A segunda categoria se refere ao espaço frontal da escola, caracterizado como um ambiente de transição entre o mundo externo e o interior da instituição.

A terceira categoria se refere aos Quintais, um conjunto de espaços livres periféricos que se apresentam como extensão das salas de aula. Neles, são previstas paredes verdes com bastante folhagem, proporcionando uma ambientação agradável e preservando a área de piso livre para as atividades pedagógicas.

A quarta categoria se refere aos terraços abertos, presentes tanto no nível térreo quanto no piso superior, divididos entre cobertos e descobertos. São espaços flexíveis, sem uso predeterminado, que se prestam a acomodar diferentes dinâmicas em momentos distintos, sejam elas extensões das atividades de sala ou propostas autônomas.

Todo o sistema construtivo é elaborado visando à flexibilidade e ao acolhimento. O esquema estrutural, modular e flexível, permite a integração dos espaços previstos no atual regime pedagógico, bem como possibilita alterações mais radicais em um horizonte distante, sem que a infraestrutura principal seja impactada.

As salas do térreo, com pé-direito generoso, permitem a implantação de variados mobiliários e equipamentos. Um sistema de mobiliário modular é concebido para explorar ao máximo esses recursos de flexibilidade: guarda de mochilas, pias, guarda de brinquedos, guarda de fantasias e expositores são volantes e podem ser acomodados tanto nos ambientes internos quanto nos externos.

Na construção, que possui estrutura independente, predomina a presença da madeira de MLC em um sistema misto que inclui também o concreto, o aço e o gesso. Na paleta de acabamentos, é buscada uma boa diversidade de cores e texturas; os painéis de fechamento dos volumes apresentam uma variação de tons alaranjados que respeitam as diretrizes cromáticas do colégio e refletem a distribuição programática da escola.

 

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