28/10/2026 | Notícia | Assessoria de Imprensa CBCA
Sistema construtivo em aço torna processos construtivos mais produtivos, previsíveis e organizados. Light Steel Frame utiliza estrutura de perfis leves de aço galvanizado, com componentes dimensionados conforme o projeto e preparados para montagem no canteiro
O debate sobre ampliação do acesso à casa própria e financiamento habitacional voltou ao noticiário nacional nesse mês, com os sistemas industrializados em aço sendo destacados por conta da contribuição para a produção habitacional em larga escala, inclusive em empreendimentos de interesse social. O processo de fabricação dos componentes dentro da fábrica, com apenas a sua montagem no canteiro, além da velocidade da execução, padronização e controle de qualidade são apontados como grandes destaques desse sistema construtivo. “A construção industrializada em aço pode contribuir para enfrentar o déficit habitacional brasileiro ao tornar os processos construtivos mais produtivos. O Light Steel Frame é relevante nesse ponto, por utilizar uma estrutura com componentes dimensionados conforme o projeto e preparados para montagem no canteiro. Esse modelo permite planejar melhor o consumo de materiais, organizar as etapas da obra e reduzir atividades executadas integralmente no local da construção”, destaca Fernando Scheffer, Diretor de Marketing e Sócio-Fundador da Espaço Smart, acrescentando que em projetos com várias unidades, a possibilidade de repetir soluções construtivas e organizar frentes simultâneas de trabalho pode favorecer a produtividade e a previsibilidade dos prazos.
De acordo com Scheffer, um exemplo da aplicação social é a atuação do Instituto Smart em parceria com a Construide, organização que trabalha para transformar a realidade de famílias em situação de vulnerabilidade. “A iniciativa utiliza o Steel Frame na construção de moradias destinadas a pessoas que precisam de condições habitacionais mais dignas. A parceria demonstra que a industrialização pode ir além da inovação tecnológica e contribuir para gerar impacto social. Para ampliar essa aplicação em programas habitacionais, entretanto, é necessário considerar o custo global da obra, o financiamento, a infraestrutura, a disponibilidade de mão de obra qualificada e a escala de produção”, explica o Sócio-Fundador da Espaço Smart, acrescentando que a industrialização precisa ser considerada como parte da solução para tornar a construção mais eficiente e ampliar a capacidade de entrega de moradias com qualidade.
“A principal diferença está na integração entre projeto, fabricação e montagem. No Light Steel Frame, os perfis são dimensionados de acordo com o projeto, o que permite antecipar decisões, planejar a produção e organizar a sequência de montagem antes da execução no canteiro. Essa lógica reduz a necessidade de improvisações durante a obra e favorece a compatibilização entre a estrutura, os fechamentos e as instalações. A precisão dos componentes também contribui para diminuir ajustes e retrabalhos, desde que o projeto esteja bem detalhado e a montagem siga as especificações técnicas”, explica Scheffer.
Sobre um case que exemplifique tudo isso, destaca-se o Atmos Ecoville, da CGL Construtora e Incorporadora. Localizado no bairro Ecoville, em Curitiba, o condomínio prevê 37 casas, com áreas privativas entre 184 m² e 212 m², quatro tipos de planta e 24 opções de fachadas. “O projeto reúne aproximadamente 7.960 m² de área construída. A proposta combina arquitetura contemporânea, personalização e construção industrializada, demonstrando como é possível racionalizar o processo construtivo sem limitar a diversidade arquitetônica”, pontua o Sócio-Fundador da Espaço Smart, relatando ainda que a estrutura de cada residência pode ser executada em aproximadamente dois meses, com possibilidade de construção simultânea de duas a quatro unidades, e que do ponto de vista econômico, o sistema oferece oportunidades para melhorar a previsibilidade do cronograma, organizar a utilização de materiais e reduzir desperdícios e retrabalhos.
“Um dos principais desafios desse projeto é conciliar a diversidade arquitetônica com a racionalização do processo construtivo. No Atmos Ecoville, são 37 residências, quatro tipos de planta e 24 configurações de fachada. Isso exige planejamento para que as particularidades de cada unidade sejam compatibilizadas com os princípios de padronização e precisão da construção industrializada”, afirma Scheffer.
De acordo com o Sócio-Fundador da Espaço Smart, na arquitetura o desafio é preservar a liberdade de composição dos espaços, a integração entre ambientes, a iluminação natural, o conforto e a identidade visual das residências. Já na engenharia, a compatibilização entre os projetos arquitetônico, estrutural e complementar é fundamental, sendo também necessário considerar o dimensionamento da estrutura, as cargas atuantes, o desempenho térmico e acústico, a proteção contra a umidade, a segurança contra incêndio e os requisitos das normas técnicas aplicáveis. “A industrialização exige, portanto, que arquitetura e engenharia trabalhem de forma integrada desde a concepção. O objetivo não é padronizar a aparência de todas as casas, mas racionalizar aquilo que pode ser repetido para viabilizar a personalização com qualidade e produtividade. O Light Steel Frame contribui para esse processo porque utiliza uma estrutura leve, com componentes fabricados conforme o projeto. A precisão dimensional dos perfis favorece a execução dos fechamentos e a compatibilização das diferentes etapas construtivas”.
O Centro Brasileiro da Construção em Aço entende que a fabricação planejada e a possibilidade de trabalhar em frentes simultâneas são algumas das principais vantagens do sistema construtivo em aço no sentido de reduzir o tempo das etapas construtivas e também de melhorar a previsibilidade do cronograma da obra. No canteiro, a construção a seco também reduz a necessidade de processos que utilizam grandes volumes de água e argamassa, além de favorecer a organização e a limpeza do ambiente de trabalho. O CBCA entende que a construção industrializada em aço permite planejar o consumo de materiais e pode reduzir perdas e resíduos no canteiro, sendo o aço um material 100% reciclável.
“Observamos um interesse crescente pela construção industrializada em aço em projetos que precisam conciliar qualidade arquitetônica, previsibilidade de custos e cumprimento de prazos. Um levantamento interno da Espaço Smart aponta crescimento de 35% no ritmo de construções do segmento de médio e alto padrão em 2025, em comparação com 2024”, finaliza Scheffer.