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Um marco na arte de projetar

06/12/2018 | Notícia | Revista Estrutura - ABECE - Edição 6 - Outubro de 2018

Edifício corporativo construído no complexo de obras que modernizaram a zona portuária do rio de janeiro, o AQWA Corporate demandou diversas soluções de engenharia, dentre as quais destacam-se: uso de concreto de 80 mpa; construção de megas colunas inclinadas, que permitiram colocar os pilares circulares nos andares acima, etc.

Um marco na arte de projetar

O AQWA Corporate está classificado como edifício classe AAA, qualidade mais alta, tendo inclusive certificação Leed Gold

O AQWA Corporate é um projeto bastante arrojado, localizado na região em renovação do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Assinado pela Fosters+Partnes, foi concebido para ser um marco na região. Na época um dos mais importantes empreendimentos da Tishman Speyer no Brasil. Localizado em uma área de 140.000m², com 134.000 m² de área locável e1900 vagas de estacionamento, distribuídas em cinco subsolos, o complexo corporativo será executado em duas fases e quando finalizado 14.000 pessoas trabalharão nos edifícios. São 21 pavimentos com lajes amplas de 3.200 m² a3.700 m² e 4.800 m² de área de lojas e restaurantes. Edifício Classe AAA, qualidade mais alta tendo inclusive certificação LEED Gold.

O projeto foi iniciado em agosto de 2012 com uma dinâmica bastante diferente dos projetos desenvolvidos pela Tishman Speyer no Brasil, até então. Os projetos do AQWA CORPORATE eram desenvolvidos por todas as especialidades durante três semanas, com uma reunião semanal de coordenação e a participação online das equipes de fora do Brasil. Na quarta semana todas as equipes se reuniam em São Paulo ou no Rio de Janeiro num grande workshop onde eram discutidos os projetos desenvolvidos até então e apresentadas as novas propostas de arquitetura. O desenvolvimento, a coordenação, projeto dos subsolos e o projeto executivo esteve a cargo da RAFArquitetura. Foi um longo e árduo trabalho de toda a equipe até chegarmos à geometria final. A apresentação inicial do estudo preliminar mostrava uma estrutura pré-moldada. Os pilares na face externa afastados da fachada. A modulação dos pilares era a cada 8,75 m, o que não resultou um bom aproveitamento dos andares de garagens. O fato dos pilares estarem afastados da fachada leva a um aumento do efeito de 2ª ordem e consequentemente a um aumento de largura. Como a proposta inicial apresentava os pilares com 50 cm esta solução se tornou inviável. A ideia era a criação de uma estrutura modular composta por triângulos que pudesse ser combinada, conforme a necessidade de área a ser ocupada, como retail, tanto na cobertura como no térreo. As cores no modelo do edifico mostram as diferentes combinações de módulos para atender todo tipo de lojas e restaurantes para apoio à população dos escritórios.

Um marco na arte de projetar

São 21 pavimentos com lajes amplas de 3.200m² a 3.700m²

Nos detalhes da fachada pode se vera estrutura dos pilares afastados da fachada e também a estrutura de vigas, formando triângulos na cobertura que receberiam estes módulos. Seguindo nossa orientação de aproximar ao máximo os pilares da fachada, foram surgindo novas formas. Outra sugestão da estrutura, que foi acatada pelos arquitetos, foi a mudança da distância entre eixos de 8,75m para 10,00m inicialmente, para um melhor aproveitamento das vagas. Com o estudo da dimensão dos pilares nos pisos inferiores, fixada em60 cm, e para eliminar a interferência dos pilares o vão adotado seria de 10,60m. Sugerimos então adotar 10,625m para que tivéssemos um múltiplo de 62,5cm, que é a modulação de forro e piso elevado. A largura total do terreno, com 41,50m aproximadamente estava sendo ocupada praticamente por todo o edifício. O trecho ocupado pelo núcleo de 14,0m ao centro e mais dois panos de 12,75m do núcleo até a fachada. A forma em planta do edifício, no entanto, não sugeria uma estrutura modular, mais adequada para o pré-moldado, e sim para uma estrutura moldada in loco. Foram então surgindo outras formas para o edifício que solucionasse inclusive o grande balanço das laterais do piso. Havia a necessidade de se criar pilares intermediários nas duas laterais pois o final do núcleo ainda deixava um vão muito grande até a fachada.

Leia notícia na íntegra aqui.

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