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Mulheres na construção civil

Nos últimos anos, o número de mulheres nos canteiros de obras aumentou. Mas ainda há um longo desafio pela frente

05/12/2018 | Notícia | CBCA - Cinco de dezembro de dois mil e oito

Você deve ter lido o título da matéria e se perguntado: estamos no dia 8 de março? Não. Não estamos no Dia Internacional da Mulher. Mas, ressaltar a importância da inserção da mulher na construção civil – e em outras áreas até então dominadas pelo universo masculino - não precisa de uma data comemorativa. Afinal, a caminhada das mulheres até aqui não foi nada fácil e ainda há muito o que conquistar.

Você sabia que, de acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), há 209 mil profissionais do sexo feminino na construção civil, contra 1.2 milhão de homens? Ou seja: as mulheres representam 14,5% do setor. Os dados são de 2018 e, embora os números estejam muito longe do ideal, representam um grande avanço nas últimas décadas.

Prova da mudança que ocorre no Brasil é a Unochapecó (Universidade Comunitária Regional de Chapecó), no sul do país: em 2015, as mulheres representavam mais de 60% dos estudantes matriculados no curso de Engenharia Civil. Em 1997, por exemplo, esse número era de apenas 30%.

Ainda falando sobre números, de acordo com dados do Ministério de Trabalho e Emprego (MTE), a quantidade de mulheres que exercem atividades na construção civil aumentou 65% na última década.

Veja fatos históricos das mulheres na construção civil no Brasil

- A primeira brasileira a se formar em engenharia civil foi Edwiges Maria Becker Hom’meil, em 1917, na Escola Polythecnica do antigo Distrito Federal – hoje Escola Politécnica da UFRJ, no Rio de Janeiro.

- Anos depois, em 1945, Enedina Alves Marqueso foi a primeira engenheira negra do Brasil. 

Enedina Alves Marqueso, primeira à esquerda 

- Já imaginou uma mulher tendo que se vestir como homem para poder visitar um canteiro? Foi o que aconteceu em 1950, com Evelyna Bloem Souto, a primeira engenheira civil formada pela USP de São Carlos. Após ganhar uma bolsa de estudos na França, Evelyna precisou se vestir de homem e até desenhar bigode e barba no rosto para conseguir visitar um canteiro de obras. A engenheira faleceu em agosto de 2017.
 

Evelyna Bloem Souto, a primeira engenheira civil formada pela USP de São Carlos

Quer saber mais sobre as mulheres na construção civil? Leia aqui.

 


 

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