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Empresários da construção adotam cautela sobre crescimento em 2019

25/04/2019 | Notícia | AECWeb

Segundo vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP, Governo deve travar debates relacionados a questões estratégicas para o desenvolvimento

A estimativa é de que o PIB da construção para este ano suba 2%, porém com viés de baixa (Créditos: Christian Lagerek/ Shutterstock)

Durante Reunião de Conjuntura do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), representantes do setor concluíram que, com base nos dados do primeiro trimestre deste ano, o crescimento da indústria da construção em 2019 deve permanecer em ritmo lento de retomada.

Segundo o vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, é importante que o Governo Federal foque em travar debates relacionados a questões estratégicas para o desenvolvimento, como atração de capitais estrangeiros, aumento da produtividade e adoção de políticas voltadas a setores fortemente geradores de emprego, como o da construção.

Zaidan se mostrou pessimista quanto a uma retomada mais robusta da economia a curto prazo. Para ele, o capital externo é a saída para a recuperação, mas para isso são necessárias mais regulamentações, garantias e a Reforma da Previdência.

A coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre, Ana Maria Castelo, também presente à reunião, elencou cinco fatores de risco para a retomada da construção: o esvaziamento da proposta de Nova Previdência; uma piora no cenário externo; a interrupção dos pagamentos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o declínio da confiança dos consumidores e uma piora da confiança dos investidores.

Ainda segundo a economista, o setor teve ligeira melhora neste ano na comparação com o mesmo período de 2018. Apesar disso, fatores como a queda da confiança dos empresários do setor, registrada em março na Sondagem da Construção, são preocupantes, pois prejudicam as expectativas do mercado financeiro.

De acordo com Zaidan e Ana Maria, a estimativa é de que o PIB da construção para este ano suba 2%, porém com viés de baixa. Para eles, a elevação deverá ser puxada pelos segmentos de reformas e autoconstrução, e não pelo setor formal das construtoras.

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