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DNA de Aço

28/11/2018 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço - Edição 52

Construído em aço pela Associação do Aço do Rio Grande do Sul (AARS), em Porto Alegre, o centro empresarial DNA do Aço é mais uma prova de que não existem barreiras técnicas ou econômicas para a utilização do material em qualquer tipo de edificação.

O edifício, que tem 13 andares, foi concebido, desde o início, para ser uma referência para o setor. “Sua elaboração começou em 2014, fundamentada no princípio de que os elementos metálicos seriam empregados não só na estrutura, mas em todos os sistemas possíveis da edificação”, diz a arquiteta Maria Bernadete Sinhorelli, da JMBS Arquitetura e Construções, responsável pelo projeto e pelo gerenciamento da obra. Desta forma, diferentemente do modelo estrutural que vem sendo empregado em muitas edificações multiandares, que combina núcleo rígido em concreto com estruturas metálicas, neste caso tanto o núcleo como as demais estruturas são inteiramente em aço. Nos pavimentos com área de 356 m2, até mesmo a estrutura da fachada é complementada por pilares em aço de contraventamento, que se repetem em pontos internos da construção. “A obra recebeu perfis soldados NBR 7007 AR 350 e laminados A572 GR50 (AR 350)”, detalha Eduardo Giacomello, gerente decontratos da Medabil, empresa que responde pelo projeto estrutural do edifício. Foram utilizadas lajes steel deck, o que colaborou na produtividade da obra.

Beleza e aproveitamento interno

A utilização de pilares e vigas exclusivamente em aço garantiu um melhor aproveitamento do espaço interno e possibilitou flexibilidade de layouts. As estruturas em aço também foram importantes para conferir esbeltez e leveza ao edifício. “Fizemos o maior número possível de exposições da estrutura em diferentes áreas da fachada. Os contraventamentos, por exemplo, foram todos evidenciados para que pudessem ser vistos do lado de fora, através da pele de vidro do edifício”, aponta Sinhorelli. 

Para alcançar esse propósito, uma série de estudos foram contemplados com o intuito de identificar o vidro que apresentasse desempenho térmico e acústico mais adequado. “Também previmos o uso de um material que não trouxesse problemas de reflexividade ou transparência excessiva”, completa. 

A fachada é composta, ainda, por brises do tipo bandeja de luz e duas linhas de placas fotovoltaicas – já que o edifício tem capacidadede geração de energia.

Segundo Giacomello, a execução não poderia ter sido concluída em um prazo melhor: toda a estrutura do edifício foi entregue em apenas quatro meses graças a um planejamento minucioso de logística e montagem, que garantiu a quase inexistência do canteiro de obras. “Trabalhamos com o conceito de construção just in time. Os caminhões chegavam com as peças necessárias para a montagem do dia de acordo com o sequenciamento necessário”, explica Sinhorelli. O processo de engenharia e fabricação foi dividido em lotes, de acordo com o plano de montagem. Cada lote compreendia três pavimentos, que, uma vez montados e finalizados, eram liberados para a execução dos demais trabalhos civis.

Custos controlados

A compatibilização entre os projetos dos diferentes sistemas foi mais efetiva, uma vez que a estruturação em aço trouxe a possibilidade de adaptação a diversos materiais, o que gerou significativa redução de custos e de desperdício de insumos. Não por acaso, o edifício foi contemplado com a certificação LEED Platinum.

Além do uso racional de recursos construtivos e da limpeza do canteiro, o prédio atende a uma variada gama de demandas ambientais, como a certificação dos materiais utilizados, reaproveitamento de água da chuva nos sanitários e telhado verde, sendo, atualmente, o único da região Sul a contar com esta certificação.

O centro empresarial também conta com áreas de estacionamento no subsolo, segundo e terceiro andares, além de um centro de convenções, com auditório e salas de reunião para uso dos condôminos. A AARS está sediada no quarto pavimento – os demais, até o 12º andar, foram projetados para acomodar divisão em até quatro conjuntos independentes, conforme a necessidade. No 13º andar, há ainda uma área de convivência com vista panorâmica da cidade de Porto Alegre, assim como equipamentos técnicos. (E.C.L.)

 

Sobre a obra

Projeto arquitetônico: JMBS Arquitetura e Construções Ltda.
Área construída: 7.091 m²
Aço empregado: perfis estruturais ASTM A572 GR50 (ABNT NBR 7007 AR345) e ASTM A653 GR40; tubos de aço ASTM A618I; chapas de aço pré-pintadas
Volume de aço: 528 t
Projeto estrutural: Medabil Soluções Construtivas
Fornecimento de aço: Medabil Soluções Construtivas
Execução: JMBS Arquitetura e Construções Ltda.
Local: Porto Alegre, RS
Conclusão da obra: 2017

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