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Integrada à mata atlântica

11/08/2018 | Notícia | Revista Projeto - Edição 443 – Maio/Junho

Magalhães & Associados Arquitetos: Residência, Guarujá, SP

OS ARQUITETOS JOSÉ MAGALHÃES JÚNIOR, QUE MORREU EM 2015, E JOSÉ FRANCISCO XAVIER MAGALHÃES, RESPECTIVAMENTE PAI E FILHO, SÃO AUTORES DO PROJETO DA CASA DE VERANEIO CONSTRUÍDA NO LITORAL DE SÃO PAULO. O PARTIDO FOI O DE ADAPTAÇÃO À TOPOGRAFIA EM DECLIVE E DO FAVORECIMENTO DAS VISADAS DA EXUBERANTE PAISAGEM ATRAVÉS DE TRANSPARÊNCIAS

Proprietário de uma casa de veraneio em Guarujá, o cliente pesquisava terrenos mais afastados da mancha urbana para construir uma nova residência. A região da serra do Guararu, onde estão localizadas, entre outras, a praia de Tijocupava e a Prainha Branca, figurava entre as alternativas, conta o arquiteto José Francisco Xavier Magalhães.

Embora tenham acesso pela rodovia que leva de Guarujá até a divisa com Bertioga, ambas ficam relativamente distantes da estrada e, por isso, mesmo em períodos de temporada e nos feriados prolongados, têm menor fluxo de turistas. A negociação se efetivou com uma propriedade de pouco mais de 2 mil metros quadrados de área, situada no condomínio Tijocupava, loteamento residencial de alto padrão, próximo da praia de mesmo nome.

O escritório Magalhães e Associados Arquitetos - que anteriormente havia trabalhado para o cliente - foi contratado para desenvolver o projeto. Já desmatado e com a licença ambiental concedida, o terreno era o derradeiro com permissão para edificar. O proprietário anterior obtivera os documentos legais e encomendara o projeto a outro profissional, acrescenta Magalhães.

Dois condicionantes se apresentavam aos responsáveis pelo projeto da nova residência. O primeiro se referia aos limites de área de implantação especificados pela licença ambiental já concedida; o segundo relacionava-se ao relevo do lote, marcado por acentuado declive. Para equacionar o programa, os autores decidiram distribuí-lo em sete pavimentos escalonados, que se encaixam na topografia como se estivessem escalando o morro ao fundo.

Para facilitar a logística da obra, explica o autor, definiu-se que, no que fosse possível, o projeto faria uso de componentes pré-fabricados. Assim, a estrutura é constituída por vigas e pilares metálicos – estes estão apoiados em blocos de concreto e estacas pré-moldadas em concreto armado das fundações. “As vigas são em aço de alta resistência à corrosão e suportam a pré-laje de concreto com espessura de 3 centímetros e a capa de concreto com 9 centímetros”, descreve o arquiteto.

A proposta de usar uma estrutura metálica partiu dos arquitetos, mas fez eco no cliente, engenheiro mecânico e proprietário de uma indústria que manufatura esses componentes. A especificação também trouxe economia e menor impacto na execução da construção, avalia Magalhães.

Para maximizar a vista da exuberante paisagem constituída por espécies da mata atlântica, a casa possui amplas vedações envidraçadas que favorecem a visão externa do mar e da floresta e uma circulação vertical (elevador panorâmico e escada), que se faz como um percurso emmeio à natureza. A preocupação dos arquitetos era que a construção apresentasse o menor impacto ambiental possível, reduzindo, por exemplo, a movimentação no terreno. O canteiro de obras foi montado fora do condomínio e, dado o caráter semi-industrial da construção, os componentes seguiam para o local apenas para montagem.

Magalhães & Associados Arquitetos

José Magalhães Júnior e José Francisco Xavier Magalhães formaram-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie (FAU/Mackenzie) em 1963 e 1988, respectivamente. Magalhães Júnior, que morreu em 2015, foi professor na FAU/Mackenzie e secretário de Urbanismo e Meio Ambiente da prefeitura de São Sebastião (SP). Xavier Magalhães é professor da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo, e coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes (SP). Desde 1992, é diretor do escritório Magalhães & Associados Arquitetos.

Ficha Técnica

Residência Unifamiliar
Local Guarujá (SP)
Início do projeto 2011
Conclusão da obra 2014
Área do terreno 2.025 m²
Área construída 1.200 m²
Arquitetura, interiores e luminotécnica Magalhães & Associados Arquitetos - José Magalhães Júnior e José Francisco Xavier Magalhães (autores)
Estrutura Tecsteel Engenharia
Fundações EngestacEngeharia
Elétrica e hidráulica Pleno Arquitetura e Engenharia
Construção Novatec Engenharia
Fotos Pedro Vannucchi
Fornecedores:
PerfboxAluminium (esquadrias, janelas e vidros);
Kitchens (cozinha);
Montele (elevadores);
Novatec (estrutura metálica)

Saiba mais em www.arcoweb.com.br/projetodesign/arquitetura/magalhaes--associados-arquitetos-residencia-guaruja-sp.

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