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22/03/2018 | Notícia | Revista Arquitetura & Construção - Edição Março de 2018

Sem relação nenhuma com o exterior, a morada quarentona teve seus espaços totalmente repensados para os moradores conseguirem olhar para fora e curtir o bem-estar de conviver com plantas, numa arejada área de lazer

Pintura bege, telhado de duas águas, estrutura robusta de concreto, pequenas janelas. Era assim a casa dos anos 70 comprada pelo casal de atuais proprietários num bairro arborizado de São Paulo. "Era claramente uma residência bem construída e de qualidade, mas sem nenhuma relação com a área externa", conta a arquiteta Fernanda Neiva, sócia de Fernanda Palmieri no escritório Galeria Arquitetos, contratado para pensar a reforma. Sua distribuição refletia a imposição do terreno, um aclive de cerca de 3 m organizado em dois níveis: o inferior, posicionado na frente e destinado à garagem e aos ambientes de serviço, e o de cima, onde ficava todo o resto, da sala aos quartos, incluindo uma volumosa edícula de dois andares, "Com uma proporção desmedida, esse anexo estrangulava o espaço. Deixamos apenas um trecho da laje de baixo e o reforçamos com peças metálicas para criar um canto de lazer com churrasqueira e lavanderia num único piso", conta Neiva.

A mesma estrutura metálica aparece também no trecho de estar, onde vigas de aço indicam as paredes que vieram abaixo na obra. "O corredor central, dos quartos, era muito largo, com 1,60 m. Roubamos 65 em dessa largura para cedê-Ia à sala, afastando um pouco sua parede. Com isso, conseguimos, por exemplo, fazer uma ilha na cozinha, agora integrada."

Mas a busca por integração foi traduzida sobretudo pelas grandes aberturas que atualmente pontuam a casa. "Elas só fariam sentido para tornar o interior mais agradável se transformássemos as laterais em jardins, vestindo os muros de verde e trocando os pisos impermeáveis do exterior por pedriscos onde fosse possível, chegando mais perto da terra." Entraram em cena assim as novas - e generosas - esquadrias de alumínio, além do paisagismo em parceria com Gabriella Ornaghi. "A ideia era incorporar o desenho paisagístico à arquitetura para transmitir uma forte sensação de presença na natureza. A criação de maciços vegetais com espécies tropicais reveste os limites do lote e proporciona acolhimento e conforto visual", define Gabriella. Mais arejada, a morada preservou a memória de seus traços sem deixar de se tornar uma outra versão de si mesma, a de 2018: pintura cinza, cobertura suavizada, estrutura agora mista, enormes janelas.

POR DEBORAH APSAN E SILVIA GOMEZ (TEXTO)

PROJETO GALERIA ARQUITETOS

FOTOS CACÁ BRATKE

Mais informações em arquiteturaeconstrucao.abril.com.br.

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