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Nova Lima tem torre em estrutura metálica mais alta do Brasil

22/03/2018 | Notícia | Revista Contramarco - Edição 129 – Jan/Fev 2018

Município localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), Nova Lima acaba de ganhar a torre em estrutura metálica mais alta do Brasil, com mais de 170m de altura.

O projeto da edificação foi desenvolvido pelo escritório Dávila Arquitetura, que adotou um modelo de planta "estrela", que se modifica gradualmente a cada andar, definindo a volumetria e o visual marcantes do edifício. Cada uma das quatro fachadas-cortina apresenta um rasgo que se movimenta verticalmente com uma suave inclinação. Durante a noite, este efeito pode ser observado a longa distância, por sua iluminação de diodos emissores de luz (LEDs), que buscam destacar o formato da torre, cuja altura se assemelha à de um prédio de aproximadamente 50 andares.

"É a torre mais alta de Minas Gerais, estando provavelmente entre as três mais altas do Brasil. É também a torre em estrutura de aço+concreto, mais alta do país", ressalta a equipe do escritório Dávila Arquitetura.

Destinado ao uso corporativo, o edifício está localizado em um ponto de grande altitude na região metropolitana de Belo Horizonte. "Suas fachadas envidraçadas oferecem vistas espetaculares da cidade e das montanhas das redondezas, alcançando muitos quilômetros de visibilidade", informa a equipe de projetistas. ''Ao mesmo tempo, o edifício marca paisagem ao se colocar como o novo ícone na zona de expansão do vetor sul da metrópole mineira".

Além dos 30 pavimentos-tipo com lajes em steel deck com área média de 1.000m2 e um pé-direito (distância entre as lajes) de quase 4m, o edifício conta com oito níveis de garagens (aproximadamente 800 vagas) e três pavimentos técnicos, além de pilo tis, mezanino, um pavimento de área comum e cobertura com heliponto. Os usuários da torre contam com vários recursos compatíveis com um edifício corporativo de padrão internacional "triple N' e certificação ambiental LEED, informa o material de divulgação da obra, recebido por Contramarco. "Estas características colocam o Concordia como o edifício corporativo mais moderno do estado e entre os mais avançados do país, inclusive em termos de sustentabilidade".

Vale lembrar que a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) é concedida como reconhecimento internacional de construções sustentáveis, de acordo com os critérios de racionalização de recursos (energia, água, etc.) atendidos por um edifício.

Formato engenhoso - O material de divulgação explica que a torre erguida em Nova Lima foi projetada a partir da extrusão de uma forma pura - o quadrado - que passa por uma engenhosa intervenção transformando-se em uma espécie de "estrela", diferente a cada pavimento. Este desenho, que faz cada pavimento único, define a expressão volumétrica marcante do Concordia. Desta forma, o "desencontro" entre os dois planos de cada fachada gera um gap, ou uma fenda visível externamente.

Durante o dia, estes movimentos na fachada, o gap e o posicionamento do edifício no terreno conferem ao Concordia a característica de um prisma, um cristal facetado, com reflexos surpreendentes da luz, do céu e da paisagem do entorno.

À noite, o gap iluminado por LEDs em cada uma das faces da torre cria um efeito diferente, destacando seu contorno vertical na linha do horizonte da cidade.

As esquadrias - A fenda que se repete em cada uma das quatro faces da fachada também tem um propósito técnico. Contando com venezianas de alumínio, a fenda realiza a ventilação dos pavimentos, como ponto de tomada de ar para o sistema de condicionamento.

No acabamento do gap foram utilizados brises, venezianas e painéis de alumínio composto (acm) , ressaltando o vidro como principal elemento de vedação/revestimento da fachada da torre.

A equipe do escritório Dávila Arquitetura acrescenta que, sem ser totalmente transparente, "o tipo de vidro especificado não é agressivamente espelhado e resulta da laminação de vidros da Cebrace com uma película PVB especial", explicando que, internamente, os vidros utilizados na obra garantem o controle solar com uma lente agradável para se perceber a paisagem externa.

Já no térreo, parte dos vidros (da Guardian) são inteiramente transparentes, refletindo a preocupação dos arquitetos em franquear a imponente vista do lobby com pé-direito duplo para quem chega, bem como promover uma transição mais interativa e amena com o ambiente externo, para aqueles que saem do edifício.

O sistema unitizado de esquadrias Eco Façade, da Hydro (Sapa), foi o escolhido para a fachada pelo fato de atender as necessidades específicas do mercado brasileiro. De acordo com o escritório de arquitetura, o Eco Façade "garante o atingimento dos melhores níveis de desempenho das normas". Os painéis unitizados foram entregues pela fábrica já montados com os vidros. Desse modo, a instalação do produto na obra foi rápida e eficiente, com o uso de guindastes fixos nas quatro fachadas.

No embasamento, junto ao Iobby, a opção foi pelo sistema Stick Elegance Mirror, também da Hydro (Sapa), em conjunção com o sistema Spider (Itamaracá), utilizado nos halls de entrada. Em alguns pontos da fachada, em que é necessária a ventilação, um sistema de brises desenvolvido pela EM Projetos foi a opção aplicada.

"Como já é corriqueiramente requerido em empreendimentos do nível do Concordia, o projeto, a construção e operação seguem uma série de quesitos relativos à sustentabilidade, economia de recursos e gestão de resíduos. O objetivo é alcançar, após a inauguração, a certificação LEED", completa a equipe do escritório Dávila Arquitetura.

Mais informações em www.contramarco.com.

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