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Na linha do horizonte

01/03/2018 | Notícia | Revista Arquitetura & Construção - Edição Fevereiro de 2018

PARA A TOTAL CONEXÃO COM A PAISAGEM DE ARARAS, NA SERRA FLUMINENSE, ESTA CASA POUSOU SUAVEMENTE NO ALTO DA MONTANHA. MOLDADA COM MADEIRA, CIMENTO E AÇO, ELA CONJUGA ARES CONTEMPORÃNEOS E ACABAMENTOS CALOROSOS

POR SIMONE RAITZIK (VISUAL E TEXTO)

PROJETO AO CUBO ARQUITETURA

FOTOS ANDRE NAZARETH

O terreno de 26 mil m² no alto de um condomínio em Araras, bairro de Petrópolis, RJ, já estava definido e comprado no primeiro encontro entre a equipe do escritório carioca Ao Cubo Arquitetura e o cliente. Mas a implantação no lote e o partido estético - o visual do que viria a ser construído ali - permaneciam incertos. Várias reuniões se sucederam até que Pedro de Hollanda, Lessa Carvalho, Edna Maeda e Paula Paiva, os sócios contratados para a tarefa, conseguissem traduzir em cimento, ferro e madeira os desejos e expectativas do futuro dono da casa. "Ele chegou inclinado a erguer no local algo com jeitão colonial, mas percebeu que poderia sair meio 'falso' e optou por uma linguagem contemporânea", diz o arquiteto.

Depois de quatro meses e muitos estudos, os profissionais chegaram à conclusão de que o melhor formato seria basicamente horizontal, acomodado no relevo de modo a atender ainda aspectos como insolação, vistas e privacidade. A planta se dividiria em dois trechos: um englobando a área social e a suíte master e outro com sala de TV e quartos de hóspedes. Toda a ala de serviços e o lazer, incluindo piscina e sauna, restaria embaixo, em meio a pilotis delgados, capazes de manter o pavimento aberto e sustentar a edificação. Afinal, a ideia era alterar o mínimo possível a topografia do lugar apostando em movimentações de terra pontuais.

Mas engana-se quem pensa ter sido irretocável o plano zelosamente concebido até então. Como a equipe do Ao Cubo assumiu também o acompanhamento da obra - um meio de assegurar a correta execução, avaliam os integrantes -, alguns itens mudaram durante os 16 meses subsquentes. "Já com o estudo definitivo aprovado, nos demos conta de que a casa poderia parecer esticada demais e flexionamos parte do pavilhão num ângulo de 15°. Essa medida ainda permitiu assentar me- lhor a construção no solo", continua Pedro de Hollanda, revelando como as respostas surgiram aos poucos e o tempo de maturação contou a favor. No final do processo, deu-se ainda uma pacificação de estilos: colonial, contemporâneo, moderno. "Vimos que o cliente garimpava móveis dos anos 50 e 60 e o ajudamos nessa tarefa, além de criarmos interiores contemporâneos onde tais peças caberiam perfeitamente." Isso sem esquecer o típico telhado cerâmico, claro, que cobre o bloco principal.

PORTAL PARA A MÚSICA

QUANDO NECESSÁRIO, A SALA DO PIANO SE ISOLA DO LlVING COM A AJUDA DESTA DIVISÓRIA

Estudar esse instrumento é o hobbie do dono da casa, que pediu um painel para proteger o modelo de cauda e garantir privacidade, se preciso for, na hora do dedilhado. Os arquitetos projetaram então esta "porta-parede" composta de seis folhas de freijó articuladas (cada uma com 0,80 x 2,60 m) e desenharam um grafismo vermelho (feito com laca brilhante, ref. L137, da Sayerlack) para imprimir um toque artístico à peça. Junto ao teto, trilhos e ferragens sustentam a divisória retrátil (marcenaria Baltti) em diferentes posições. "Fechada, parece uma parede. Entreaberta, vira um biombo", explica Lessa.

 Veja mais em: arquiteturaeconstrucao.abril.com.br.

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