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27/12/2017 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço - Nº 50 - novembro de 2017

Aço é aliado na construção de pontes na região Centro-Oeste do país

Para apoiar o contínuo crescimento do agronegócio, base da economia da região Centro-Oeste, é indispensável o investimento em infraestrutura, especialmente na melhoria das condições de transporte para facilitar o acesso às novas fronteiras de produção e para o escoamento da riqueza produzida.

O governo do Mato Grosso, de acordo com informações da Secretaria de Estadual de Infraestrutura, vem contratando obras como, por exemplo, a execução de 31 pontes de estrutura mista para substituir as antigas construções em madeira em um trecho de cerca 100 quilômetros na rodovia MT-060, a Transpantaneira, localizada em uma região que alterna períodos de seca e de cheia ao longo do ano.

A Bimetal foi a empresa contratada para o fornecimento da estrutura em aço das pontes, com extensão variável entre 10 e 30 m. “Naquela região pantaneira, estruturas mais leves – como as construídas em aço – trazem muitas vantagens, sobretudo no que se refere ao transporte”, explica Abner Vieira Martins, coordenador de engenharia da empresa.

Ponte de 20 m de extensão pesa cerca de 10 toneladas e tem seu transporte favorecido em função do uso do aço

Segundo ele, o peso da estrutura metálica de uma ponte de 20 m de extensão é de cerca de 10 toneladas, de forma que um único caminhão pode entregar as peças para até três pontes nos seus respectivos canteiros. “E isso em uma única viagem, o que barateia e acelera o processo”, conclui.

O solo instável da região pantaneira é outro ponto que soma a favor das estruturas em aço, já que exige longarinas e transversinas mais leves na hora do lançamento. “O concreto protendido ou pré-moldado tem um peso muito mais elevado, o que inviabiliza a operação”, explica Martins.

As pontes contratadas para a região foram projetadas com fundações em concreto, tabuleiros em steel deck com 20 cm de altura e conectores de cisalhamento do tipo U dobrado. Longarinas em perfis soldados com chapas estruturais em aço e transversinas em perfis do tipo cantoneira laminada dispostas em X e K também foram usadas. “Normalmente, utilizam-se lajes pré-moldadas ou maciças, mas a solução empregada garantiu agilidade e trouxe mais praticidade.”

Estruturas mais leves e em aço levam vantagem sobre o concreto nas regiões pantaneiras

Executadas as fundações, as longarinas e transversinas – que foram montadas em solo, em terreno próximo à obra – foram lançadas com guindaste. “Uma vez posicionada a estrutura sobre a mesoestrutura, colocadas as lajes steel deck e feitos os arremates, instalaram-se as armações necessárias [armadura de fissuração e de reforço], para combater os momentos negativos da estrutura”, descreve o engenheiro. Em seguida, o concreto foi lançado em segmentos, já que foram previstas juntas de dilatação a cada 5 m e, por fim, o nivelamento do tabuleiro com a pista foi feito para que a ponte pudesse ser liberada. Entre a data de projeto e a execução, a obra levou menos de um ano para ficar pronta. (E.C.L.)

  • Projeto arquitetônico: Construtora Santa Lúcia Ltda. e Construtora HG3
  • Área construída: 2473,8 m² (nas 31 pontes)
  • Aço empregado: perfis e chapas estruturais ASTM A572 GR50 e parafusos de alta resistência ASTM A325
  • Volume de aço: 296 t (nas 31 pontes)
  • Projeto estrutural: Bimetal Indústria Metalúrgica Ltda.
  • Estrutura de aço: Bimetal Indústria Metalúrgica Ltda.
  • Execução da obra: Construtora Santa Lúcia Ltda. e Construtora HG3
  • Local: Rodovia Transpantaneira MT-060, MT
  • Conclusão da obra: 2016
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