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Plataforma nas Alturas

11/08/2017 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço - Edição 49 – Junho de 2017

Por Eliane Quinalia

Fotos: Nelson Kon

As estruturas aportadas em arcos de aço apoiam-se sobre os pilares de concreto e vencem vãos de até 35 m

Metrô de Salvador tira partido do aço para conferir leveza a uma estação elevada e de grandes dimensões

PARA CONCEBER A ESTAÇÃO BONOCÔ do Metrô de Salvador (BA), que integra a Linha 1 e inaugurada em 2015, o escritório Fernandes Arquitetos Associados precisou buscar um método construtivo que não só viabilizasse a execução de uma plataforma elevada, mas que também possibilitasse a concepção de um volume arquitetônico sutil e de aparente leveza sobre o canteiro central da Avenida Mário Leal Ferreira. “Como a Prefeitura do município exigiu um gabarito livre de, no mínimo, 5,50 m entre o solo e a estação – que deveria contemplar intervenções urbanísticas no futuro –, optamos pelo uso do aço nas estruturas acima dos pilares de concreto que já existiam na via. Tudo para vencer vãos de 30 a 35 m e conferir mais leveza ao projeto”, explica o arquiteto Daniel Hopf Fernandes.

Apesar de ter sido idealizada em 2006 pelo escritório, a obra, por solicitação do cliente, foi construída em duas fases e ficou pronta nove anos depois. O tabuleiro do trem foi erguido primeiramente sobre os pilares de concreto, enquanto o corpo da estação foi executado em aço posteriormente. “Precisávamos de algo leve e que facilitasse o processo de montagem, e por isso usamos o aço em tudo”, afirma Fernandes.

  • Projeto arquitetônico: Fernandes Arquitetos Associados
  • Área construída: 4.755 m²
  • Aço empregado: perfis estruturais laminados ASTM A572 GR50; perfis soldados e chapas grossas em aço ABNT NBR 5008 CGR400; perfis de chapa dobrada, tubos aço e outros elementos de montagem ASTM A36
  • Volume de aço: 185,5 t
  • Projeto estrutural: MRS Engenharia de Projetos
  • Fornecimento da estrutura de aço: S. Pontes Construtora Ltda.
  • Execução da obra: CCR Metrô Bahia
  • Local: Salvador, BA
  • Conclusão da obra: 2007-2015

A solução metálica também foi importante para minimizar o impacto visual do concreto e “compactar” a construção, permitindo que a mesma passasse a ser suportada apenas pelos pórticos principais, sem a necessidade de novos apoios. “Obras metroviárias são pesadas por natureza, em função das exigências estruturais e técnicas, ao mesmo tempo que possuem grandes dimensões, causando naturalmente um grande impacto visual. Não dá para esconder uma estrutura com essas dimensões, e por esse motivo optamos por reduzir a massa fazendo com que o volume da estação fosse o menor possível”, explica o arquiteto.

Uma das soluções utilizadas para reduzir a largura da Bonocô, por exemplo, foi alinhar as escadas, rolante e fixa, ao invés de posicioná-las lado a lado.

Na estação, que tem 136 m de extensão e também conta com plataformas laterais de embarque, desembarque e mezanino de distribuição, 185,5 toneladas de aço foram empregadas, formando uma única e grande estrutura metálica. “Essa estrutura é aporticada em arcos transversais de diversas configurações. São cinco grandes módulos de 34 m de extensão subdivididos, cada um, em seis partes”, detalha o engenheiro Rui Jorge de Oliveira Alves, da MRS Engenharia. As peças de maiores dimensões são as vigas soldadas VS 400 x 24 e 400 x 40, que formam os pórticos principais transversais.

As soluções de fechamento adotadas no corpo da estação, bem como na cobertura das plataformas laterais, favorecem a climatização e a iluminação natural, garantindo menor custo operacional para o cliente. (E.Q.)

Solução em aço foi importante para minimizar o impacto visual, conferindo leveza ao conjunto, além de dispensar novos apoios para suportá-la

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