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Retrofit Verde

09/02/2017 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço - Edição 48 - Dezembro/2016

Soluções sustentáveis e inovadoras, aliadas a estruturas em aço, modernizam edifício comercial RB12.

ADOTAR NOVAS TECNOLOGIAS em meio a uma série de limitações estruturais foi o desafio do Triptyque Architecture ao idealizar o retrofit de um antigo edifício localizado na Avenida Rio Branco, principal via comercial do centro do Rio de Janeiro. O prédio corporativo de 21 pavimentos, conhecido como RB12, integra a revitalização urbana da cidade e acompanha as melhorias que integram o projeto Porto Maravilha.

As adequações interna e externa da construção foram baseadas em um conceito conhecido do mercado nacional, mas ainda pouco utilizado pelos profissionais do segmento e empreendedores: o retrofit verde, que consiste, basicamente, na reforma de uma construção convencional para que ela possa apresentar desempenho compatível com padrões modernos de sustentabilidade.

A intervenção considerou aspectos como o conforto térmico, a gestão do consumo de água e o aproveitamento da luz natural, e foi conduzida pelo grupo francês Natekko, especializado em construção e incorporação imobiliária sustentáveis e em edifícios de consumo energético neutro, que geram a própria energia, e, para tanto, teve o aço como um de seus protagonistas.

Na readequação finalizada neste ano, a estrutura original com lajes e pilares em concreto foi mantida, mas novos elementos em aço foram incorporados ao projeto original, que passou a contar com vigas em aço em substituição ao concreto do segundo ao 21º pavimentos, além de importantes elementos também em aço na fachada e cobertura. 

Ao lado, escada técnica em aço liga o último pavimento ao topo do edifício. Abaixo, estruturas em aço para sustentar o sistema de vidros em zigue-zague que configuram a nova fachada

As estruturas em aço revestidas com placas ACM e com acabamento em inox espelhado foram usadas para apoiar os vidros da fachada, que têm brises horizontais. Os elementos servem de proteção solar e ajudam a rebater a luz solar para o interior do edifício, reduzindo, com isso, o consumo energético durante o dia. 

Para a execução da estrutura metálica, que dá suporte à nova fachada bioclimática composta por um jogo de vidros em zigue-zague, foram usados perfis verticais tubulares retangulares 120 x 80 x 6,3 e perfis horizontais tubulares quadrangulares 50 x 50 x 4 soldados. A estrutura em aço foi dimensionada para resistir às ações verticais e horizontais (do vento) e foi escolhida por suas propriedades, que trouxeram leveza, velocidade construtiva e plasticidade ao projeto. De acordo com os autores, o uso do aço na sustentação da caixilharia da fachada permitiu a execução de estruturas mais leves e delgadas sobre as já existentes, sem sobrecarregá-las.

Os projetistas também previram o emprego de uma tela em aço na cobertura para dar leveza ao coroamento do edifício. Além do apelo estético, o elemento arquitetônico, assim como a nova caixilharia, permitiu delimitar a estrutura sem, contudo, impedir a sua visão. Os módulos de chapa expandida em inox são requadrados por perfis L 25 x 25 mm, fixados nos perfis tubulares da estrutura localizada na cobertura.

Além da fachada e da cobertura, o aço foi empregado nas duas escadas técnicas que ligam o último pavimento ao topo do edifício. Apesar da manutenção da estrutura existente, alguns reforços pontuais em aço tiveram de ser executados, sobretudo por conta da realocação dos núcleos de área molhada (banheiros e copas), originalmente concentrados no centro dos pavimentos. São exemplos dessas intervenções as furações feitas nas vigas para a passagem da infraestrutura e o reforço da laje técnica, que recebeu novas estruturas em aço. 

Soluções sustentáveis

Além dos novos elementos estruturais, o projeto também previu uma série de intervenções para possibilitar o reuso da água, a economia de energia e o aproveitamento da luz solar. Pela disposição do edifício no terreno – ele se encontra cercado por outras duas construções verticais –, a revitalização privilegiou o redesenho completo da face principal do RB12, que agora recebe mais luz natural e produz energia elétrica própria. 

Um dos destaques do prédio é o uso de painéis fotovoltaicos nas empenas cegas e na cobertura, que permitem transformar luz solar em eletricidade. O sistema de refrigeração, por sua vez, adota a tecnologia de vigas frias que otimizam a climatização do ambiente e reduzem o consumo energético. Com a implantação dessas tecnologias, segundo os arquitetos do Triptyque, a intenção é reduzir os custos operacionais do prédio, além de posicionar positivamente as empresas instaladas do ponto de vista socioambiental. (G.C.)

Ficha Técnica

Projeto arquitetônico: Triptyque Architecture
Área construída: 4.728 m²
Aço empregado: perfis tubulares ASTM A500 GRB; perfis laminados ASTM A572 GR50 e chapas ASTM A36
Volume de aço: 13 t
Projeto estrutural: Greenwatt Engenheiros Consultores
Fornecimento da estrutura de aço: VB Serviços e Montagem de Estrutura Metálicas
Execução da obra: RR Compacta
Local: Rio de Janeiro, RJ
Conclusão da obra: 2016

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