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Estação Pinheiros: integrando modais coletivos

02/09/2011 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço - nº 26 - Junho 2011

A cobertura principal da estação do Metrô Pinheiros: estrutura em tubos de aço, vencendo o vão de 30 m, e revestida com telhas metálicas e vidro, que garantem a luz natural em todo o poço vertical de acesso às plataformas de embarque

A 62ª estação do Metrô de São Paulo entrou em operação em maio integrada à malha ferroviária da CPTM e,
no futuro, a um terminal de ônibus

Conexão da passarela de interligação da estação do Metrô Pinheiros com a estação da CPTM, cujo sistema estrutural utiliza tirantes de aço, que sustentam os balanços do mezanino de acesso à plataforma de embarque

Eleito o “Melhor das Américas”, na conferência MetroRail 2010, realizada em Londres, o Metrô de São Paulo ganhou uma nova estação. Inaugurada em maio de 2011, a Estação Pinheiros é a quarta da Linha 4-Amarela a entrar em operação, e a 62ª do sistema metroviário da cidade, que atualmente tem cinco linhas e 70,6 km de extensão.

O projeto arquitetônico, sistemas construtivos e design seguem os padrões das estações do Metrô paulistano recém-inauguradas: instalações modernas e arrojadas; cobertura com estrutura em aço e vidro; interiores com amplos e arejados ambientes, banhados por luz natural e repletos de elementos coloridos; acesso universal e equipamentos sustentáveis.

Assim como já acontece em outras linhas do Metrô, a Pinheiros se integra à Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) da CPTM por uma passarela metálica construída sobre a avenida Marginal do Rio Pinheiros. Além disso, ao lado da Estação Pinheiros, a Prefeitura de São Paulo está implantando um terminal urbano, com previsão de atender a 160 linhas de ônibus, e um estacionamento subterrâneo para automóveis, com capacidade para 500 vagas.

Na superfície, a Estação Pinheiros tem fachada circular, marcada por módulos de concreto com venezianas horizontais de vidro, onde se encontram os portões de acesso. Seu ambiente caracteriza-se por grandes vazios obtidos pela disposição agrupada e cruzada das escadas rolantes e pela permeabilidade dos espaços, alcançada com a ajuda da transparência dos guarda-corpos de vidro.

A ampliação da estação da CPTM, mais ampla e transparente, foi realizada em estrutura de aço e se conecta com a antiga estação existente na Marginal Pinheiros

De acordo com a arquiteta Sonia Regina Gomes, da Siarq Projetos, um dos grandes desafios do método construtivo foi viabilizar o fechamento e a cobertura do enorme poço de acesso, com diâmetro de 40 m e 30 m de profundidade. A solução adotada foi um grande volume executado em estrutura metálica e vidro, de forma a permitir a iluminação e ventilação naturais até as regiões mais profundas da estação.

Já a área da CPTM tem uso intensivo do aço. “Toda a área de integração do Metrô com a CPTM impôs a utilização de estruturas metálicas, tanto na passarela construída sobre as pistas da Marginal Pinheiros, como na ampliação da estação existente. O partido arquitetônico em aço propiciou a execução da obra sem interdições significativas no fluxo de veículos ou dos trens”, afirma a arquiteta.

Executada em estrutura metálica, lajes steel deck e fechamento em vidro, apenas o piso da plataforma da estação e os pilares da passarela de interligação são em concreto.

A ampliação da estação da CPTM, mais ampla e transparente, foi realizada em estrutura de aço e se conecta com a antiga estação existente na Marginal Pinheiros

Acima, além da integração dos modais de Metrô, trem e
ônibus, os usuários ainda contam com um bicicletário,
também construído em estrutura de aço. No alto da página,
vista interna da passarela de interligação da estação do
Metrô Pinheiros com a estação da CPTM

O aço foi ainda empregado na caixa do elevador da estação da CPTM e nos grandes dutos da ventilação principal da estação do Metrô. “O bicicletário na área externa também emprega o mesmo conceito: estrutura e cobertura em aço e fechamento em vidro. Todos os bloqueios, guarda-corpos, corrimãos, bancos, lixeiras, abrigos de painéis e equipamentos, suportes da comunicação visual foram executados em aço inox”, lembra Sonia.

A nova estação paulistana chega em boa hora, mas para continuar no posto de “melhor das Américas”, o Metrô de São Paulo ainda precisa investir na sua ampliação e integração com outros modais coletivos. Assim, o paulistano poderá exercer plenamente o seu direito de ir e vir em um moderno e eficiente sistema de transporte coletivo. (E.F.)


Ficha técnica

Projeto arquitetônico: Sonia Regina Gomes (Siarq Projetos)
Área construída: 21.915 m²
Aço empregado: aço de maior resistência à corrosão e
ASTM A572 GR50 (perfis),
ASTM A36 (perfis e chapas)
e ASTM A501 (tubos)
Volume do aço: 2.678 t.
Projeto estrutural: Intertechne Consultores
Fornecimento da estrutura metálica: Construmet (estação do Metrô) e Jocar (passarela e estação da CPTM)
Execução da obra: CVA - Consórcio Via Amarela
Local: São Paulo, SP
Data do projeto: 2005/2008
Conclusão da obra: 2011

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