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Trio Poliesportivo

19/07/2016 | Notícia | Revista Arquitetura & Aço - Edição 46 - Junho de 2016

Estruturas em aço asseguram versatilidade à maior instalação do Parque Olímpico, as Arenas Cariocas, que receberão mais de dez modalidades esportivas entre agosto e setembro.

Trio Poliesportivo

Uma das construções mais emblemáticas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, as Arenas Cariocas foram erguidas para receber dez modalidades esportivas. O conjunto de design arrojado é composto por três edifícios circulares conectados entre si, que somam 400 m de comprimento e estão dispostos de forma paralela ao eixo central do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. Com 16 mil assentos, a Arena Carioca 1 receberá as competições de basquete e, também, rúgbi e basquete em cadeira de rodas. A Arena Carioca 2, com 10 mil assentos, sediará as disputas de judô, luta greco-romana e estilo livre, além das competições de bocha da Paraolimpíada. A Arena Carioca 3, que também tem 10 mil lugares, por sua vez, abrigará as competições de tae kwon do e esgrima nas Olimpíadas, além das disputas de judô paraolímpico.

Para a concepção do projeto, tanto o partido arquitetônico como a tomada de decisões foram influenciados pela preocupação de garantir uma infraestrutura adequada para o torneio e, também, deixar um legado para a cidade. Concluídos os Jogos, as Arenas 1 e 2 serão unificadas para se transformar em um centro de treinamentos para atletas de alto rendimento, o primeiro da América Latina. Já a Arena 3 será adaptada para servir de ginásio-escola para estudantes da rede municipal de ensino.

Para atender aos múltiplos programas de uso, que exigiram a presença de estruturas temporárias na concepção das arquibancadas e de parte das lajes das Arenas 2 e 3, o aço foi essencial. Também foram instaladas algumas rampas e escadas metálicas provisórias, para assegurar maior fluidez à circulação dos visitantes.

Versatilidade estrutural

Celso Girafa, arquiteto e sócio do escritório Arqhos, revela que o maior desafio do projeto foi chegar a um dimensionamento que cumprisse às exigências operacionais dos Jogos Olímpicos, sem deixar de atender às necessidades das construções permanentes. Para solucionar essa questão, a estrutura em aço se mostrou uma grande aliada, “por viabilizar a redução do peso da estrutura e facilitar sua remoção posterior”, comenta.

As arenas possuem especificidades de programa, mas todas contam com dois níveis de arquibancadas, além de quatro núcleos de circulação vertical. Os elementos estruturais permanentes foram construídos em concreto. Já os que serão desmontados após as competições são em aço e independentes, como é o caso das arquibancadas das Arenas 2 e 3, de parte da arquibancada da Arena 1 e de algumas lajes que serão retiradas para a flexibilização do layout.

O aço tem, ainda, presença marcante na cobertura construída com alturas variadas, deixando claro a distinção entre cada arena. “Uma exigência era manter o longo vão sem interferências visuais. Isso foi possível com o uso de treliças metálicas paralelas, apoiadas em pilares de concreto que ficam atrás das arquibancadas”, explica Girafa. Além da estrutura em aço, a cobertura é composta por telhas metálicas preenchidas com lã mineral, placas de poli-isocianurato (PIR) e membrana termoplástica para um melhor desempenho térmico e resistência às intempéries. A cobertura conta, ainda, com tubos de alumínio (solatubes) que captam a luz solar e a refletem para dentro da arena, diminuindo os custos de operação local.

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Fachada das Arenas traz pilares de madeira tratada que conferem um aspecto orgânico à concepção arquitetônica e estrutural. O fechamento entre os pilares, feito a partir de telas metálicas, viabiliza a entrada de luz natural e confere esbeltez ao conjunto

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Ao todo, nas três Arenas, foram instaladas 62 treliças, de acordo com o Consórcio Rio Mais (formado pelas construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken). Só na Arena 1 foram empregadas 18 treliças metálicas sustentadas em 26 pilares, e que vencem um vão livre de quase 100 m.

O aço tem presença marcante na cobertura das Arenas, vencendo vãos de até 100m

Inspirada nas montanhas da cidade, a fachada das Arenas Cariocas tem formato orgânico e é composta por pilares de madeira de pinho tratada em autoclave. O fechamento entre os pilares se dá por telas metálicas, que conferem certo grau de transparência e viabilizam a entrada de luz natural à área de transição localizada no entorno do conjunto arquitetônico. (J.N.)

Ficha técnica

Projeto arquitetônico: Aecom (preliminar) e Arqhos Consultoria e Projetos (executivo)
Área construída: 84 mil m²
Aço empregado: ASTM A572
Volume do aço: 2.805 t
Projeto estrutural: Casagrande Engenharia (projeto básico) e Consórcio Rio Mais
Fornecimento da estrutura de aço: Martifer Construções Metálicas
Execução da obra: Consórcio Rio Mais
Local: Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ
Data do projeto: abril de 2013
Conclusão da obra: março de 2016

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